sexta-feira, 12 de junho de 2009

Casa cheia


A noite de encerramento do FAM teve público recorde para assistir à cerimônia de premiação e a exibição do filme Budapeste de Walter Carvalho. Os cerca de 1400 lugares disponíveis no Auditório Garapuvu não foram suficientes para comportar tamanha procura de público. O resultado foi uma fila de pessoas que ficaram de fora e lotaram a rampa do Centro de Eventos da UFSC. A organização do festival agradece a todos que prestigiaram o evento e deixa o convite para o FAM 2010.

Filmes feitos com celular

Assista os três vídeos produzidos no FAM durante a oficina de Microcinema, ou Vídeo de Bolso - faça o seu, dada pelo espanhol Nacho Duran, no dia 11. O vídeo de arte Transitions, Invísiveis, documentário sobre trabalhadores que não são notados, e cone.xão, em que cones de trânsito da UFSC são os personagens. Todas as oficinas de Duran estão no link
http://www.youtube.com/videodebolso.

Vozes da comunidade em debate


Após a exibição do documentário Maciço de Pedro MC (foto), o auditório do DAC abrigou um bate-papo entre o diretor e o público presente sobre algumas das questões levantadas pelo filme, que retrata a vida de moradores de diversas comunidades que compõem Maciço do Morro da Cruz em Florianópolis.

A inevitável temática da exclusão social que, embora não seja o foco central do filme, acaba sempre prevalecendo numa exibição realizada dentro da própria cidade onde a narrativa se passa. Assim, o debate gerou em torno do descaso do governo com a população desta área central da cidade, que as vezes parece invisível aos olhos da mídia. A exibição fez parte da Mostra Extra FAM que trouxe uma seleção de filmes convidados que enriqueceram a programação do festival.

O belo e emocionante Loki


Loki - Arnaldo Baptista, comoveu o público do FAM na última tarde do evento. Visto somente em festivais até agora, entra no circuito comercial brasileiro no dia 19 de junho. Na região de Florianópolis, o filme estará em cartaz no cinema do Shopping Itaguaçu. Daniele Cantagali, do Canal Brasil, fez a apresentação do documentário, de Paulo Henrique Fontenelle, primeiro longa-metragem produzido pelo canal de TV. "É um filme comovente, maravilhoso, que tem atingido muito mais do que quem gosta dos Mutantes".
André Pequeno, do Canal Brasil e assessor de imprensa do filme, contou que após a pré-estreia no Festival do Rio, de 2008, teve o prazer de levar Arnaldo para casa. "Ele ficou muito feliz com o resultado, ficou arrepiado". O documentário mergulha numa viagem pela vida de Arnaldo, e todo o público vai junto. O filme é imperdível. Tem desde o início da banda, que revolucionou o rock brasileiro - formada por ele, seu irmão Sérgio Dias e Rita Lee, com quem se casou -registros raros de arquivo, entrevistas com Tom Zé, Nelson Motta, Sean Lennon, Gilberto Gil e muitos outros, a história de amor dele com Rita - que não dá entrevista no filme -, o rompimento, as drogas, a reclusão, a tentativa de suicídio e o retorno à vida e à música. Ao longo do documentário, Arnaldo pinta um quadro, arte que o ajudou no processo de cura. O desfecho é uma celebração da liberdade, a própria cara do eterno mutante.

Sindicatos do Sul vão fazer censo audiovisual

Depois do segundo dia da reunião de trabalho do 2º Encontro dos Sindicatos do Audiovisual da Região Sul, realizado na manhã de quinta e sexta-feira na Sala Girassol do Centro de Cultura e Eventos, na UFSC, o grupo decidiu realizar nos próximos dois anos um censo audiovisual. O censo vai apurar quem produz no região sul, onde, qual o parque de equipamentos, tipo de serviço prestado, quais filmes realizados, quais projetos estão sendo desenvolvidos, e o que representa a atividade para a economia dos três estados do Sul. Além de representantes dos sindicatos da indústria do audiovisual de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul, e da Associação de Profissionais e Técnicos do Rio Grande do Sul (APTC/ABD), no segundo dia ocorreu também a presença da Cinemateca Catarinense. O grupo vai continuar trabalhando on line para acompanhar os desdobramentos da política para o setor, como as modificações que estão sendo propostas para a lei federal de incentivo à cultura.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Filme uruguaio na sessão de longa

A diretora Beatriz Flores, do filme uruguaio Polvo Nuestro que Estás en los Cielos, com o Auditório Garapuvu lotado, apresentou seu filme, que acompanha uma época crucial da história do Uruguai - entre os anos 60 e 70 -, por meio da personagem Masángeles.

A diretora explicou que através de 10 personagens o tema de obrigação moral do indivíduo de compreender inteiramente sua época e seu papel nela e a impotência para resolver os problemas do contexto. Todos são culpados, todos são responsáveis. Todos se comportam como se não o fossem. Todos estão, no fundo, desesperados.”

No longa, após a morte inesperada de sua mãe, a personagem Masángeles, 7 anos, vai viver na casa de seu pai, um político influente de quem é filha ilegítima. Na casa irá conviver com dez personagens neuróticos e egocêntricos, sempre ajustando contas com o passado, em situações absurdas e cômicas. Co-produção do Uruguai, Bélgica, Chile, Cuba e Suíça, com 126´, o filme retrata de forma fiel a oligarquia do país, habituada a dividir o poder entre algumas poucas famílias.

O filme inicia em 1966 e vai até 1973, ano em que aconteceu o golpe de estado no Uruguai, período de enfrentamento dos guerrilheiros tupamaros com os militares, cada vez mais poderosos. Os personagens são mostrados com posições políticas diferentes, nesse momento tão conturbado da história sul-americana.

Edina Fujii recebe homenagem do FAM


Edina Fujii, carinhosamente chamada de "mãe do cinema", tem 26 anos de militância no cinema brasileiro e já contribuiu com apoio a mais de 1.200 produções cinematográficas.

Na noite desta quinta-feira, Edina recebeu a homenagem do FAM por sua determinação em desenvolver e viabilizar o audiovisual no Brasil e por seu trabalho em prol do crescimento e aperfeiçoamento do setor.

A gerente da Quanta Filmes reforçou que "tudo o que fez foi pelo muito amor ao cinema e pelas pessoas que o compõe".